quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ele venceu a Copa do Mundo


Obama venceu as eleições do Estados Unidos e todo mundo percebeu que os veículos de imprensas brasileiros e mundiais trataram a vitória do democrata como se houvesse ganhado a copa do mundo. Pois bem, ele ganhou mesmo. A partir do dia 20 de janeiro ele será o homem mais poderoso do mundo, todos os holofotes da mídia estão em cima dele desde já.

Só por isso merecia um clima de “oba oba”. Agora, não só por isso o mundo vibra. Não esqueçam que está próximo do fim um dos ciclos que mais fizeram mal a humanidade. Terminará em poucos dias a impopular “Era Bush”, oito anos de muita tormenta política e movimentação bélica.

Caso McCain fosse eleito o alarde com certeza seria menor. McCain vencer seria a continuação de uma política impopular e certeza da continuação da guerra que com a crise econômica ficará cada vez mais complicada de ser mantida. Por mais que muitos odeiem os Estados Unidos, é impossível negar que o que acontece lá tem influência aqui e ali, em todos os lugares.

A vitória de Obama marca uma transição que o mundo deseja há tempos. Para começar ele é negro. Para os liberais de sociedades pseudopluralistas isso pode não significar muito coisa, mas eu sinceramente não me lembro de nenhum presidente negro fora de algum país etnicamente negro. E esse fato acontecer logo nos EUA, onde o racismo é vivo e atuante, impressiona muita gente. Obama possui um tom conciliador e está disposto a conversar com bases declaradamente inimigas, como Irã e Venezuela.

Essa eleição foi tão significativa que vou mostrar em números. De acordo com o jornalista Rafael Barifouse, da Época Negócios, o jornal New York Times vender todas os seus exemplares com a vitória de Obama na capa, isso porque eles circularam com uma tiragem 35% maior. Após isso, eles providenciaram a reimpressão de mais 50 mil exemplares que também foram todos vendidos. A procura pelo jornal é tanto que já está rolando leilão no eBay. O preço do jornal nas bancas é U$1,5 e está sendo vendido na internet por U$20,5

Não sou cabo eleitoral de Obama e sei que ele não é o enviado do céu para salvar a humanidade. Esse texto é claramente uma declaração de alívio por saber que Bush vai sair da Casa Branca e que o homem que irá substituí-lo não seguirá a sua linha de (falta de) raciocínio. Estou certo de que haverá mudanças, não agora, mas a longo prazo. Não sei quais eles serão, pode ser até que sejam piores do que Bush promoveu, mas fica aqui a esperança.

E outra, sou jornalista, então deixem a imprensa em paz, Obama eleito presidente é PAUTA ATÉ DEPOIS DO CARNAVAL!!!!!

5 comentários:

Bolinho disse...

falei sobre isso ontem tbem...não acredito em mudanças profundas na política externa protencionista americana, mas que é uma mudança, é. E se o cara, como prometeu, fechar Guantanamo, só por isso já valeu.
abraço rapaz!

VOoDOo YOu disse...

tem que fazer um voodoo por bush *

Culturet's Jornalist disse...

Bom, só pra não dizer que não comentei:
o FATO é : bush não poderia vir a tona novamente para governar um país...logo venceu aquele que tem uma proposta bem diferenciada dos demais para que ocorra uma mudança no país.. parabenssssss OSAMAAAAA..opsssssss...OBAMAAAAAAAAAA
;*

Lince e Rosa disse...

A vitória de Obama é uma quebra de
tabu nos EUA, e sem dúvida pode ser
interpretada como uma "carência" do
povo americano, que ultimamente
encontra-se fragilizado, ainda sob
efeito da política repressora do
ex-presidente George W. Bush.
Vale salientar que rolou "oba oba"
quando o presidente Luis Inácio foi eleito no Brasil. Espero que Obama não faça feio, embora Brasil e Estados Unidos sejam de longe países de níveis divergentes, há
uma linha tênue que divide tais
questões políticas.

Abraço, Rosa.

Andréa Ariani disse...

oi kerido!
mais um canal pra gente se falar e trocar idéias!
obrigada pelo comments!
v lá, atualizei hoje!

bjao